Postado por: Thiago Fontes
Tradicionalmente conhecido como um meio imediato e
irrepetível, a rádio, com o advento da Internet, pode redefinir-se.
A introdução de sistemas multimédia
vem alterar a natureza da rádio, podendo
transformá-la de tal forma que nos obrigue
a reequacionar o conceito, questionando a
validade da definição do que é a rádio e a
sua comunicação. Sendo a rádio o meio que
ao longo da história da comunicação mais
facilmente se adaptou aos novos cenários
tecnológicos, absorvendo-os para renovar
a tecnologia de comunicação radiofónica,
como será que o desafio do digital está a ser
enfrentado por este meio?
O estilo hipermediático agora utilizado
recorre a quase todos os recursos da co-
municação em rede, fazendo distinguir os
meios de comunicação modernos entre outros
aspectos, pela interatividade, hiperligações,
personalização e atualização constante.
A Internet tem vindo a integrar o sistema
de comunicação da rádio, apresentando-se,
no momento, como um suporte complementar
para as emissões em FM. Para a rádio, a
Internet pode ser encarada tanto como concorrência
quanto como desafio, no sentido
da variedade que o mundo online oferece
(tendo como elemento central a world wide
web), e pelo desafio da adaptação ao novo
meio, na pesquisa, produção e difusão de
conteúdos.
Assim desenvolvemos um quadro
analítico no qual prevalece um modelo
de emissão em Frequência Modelada e outro,
ainda em evolução, eminentemente convergente.
Este modelo, multimediático, resulta
da tendência integradora de meios e do
objectivo das empresas de estarem presentes
em todos os mercados da comunicação. A
rádio passa a oferecer serviços que unem ao
som, elementos escritos e visuais e junta-se a
outros media para estar presente e responder
às solicitações do consumidor multimédia.
A programação apresenta-se de carácter
generalista, mas deixa lugar para a emergência
de um novo que especializa cada emissora em conteúdos
monotemáticos e que se reflecte para já, na
especialização musical de algumas estações
de rádio.
O conceito de rádio na Internet está ainda
por definir, mas uma rádio com texto e vídeo,
foge ao modelo tradicional, actualizando
um formato com cerca de oitenta anos
de existência e fornecendo ao utilizador, que
é também o ouvinte, um amplo conjunto
de potencialidades, que até aqui seriam impensáveis.
As emissoras que têm uma presença mínima
na rede poderão enquadrar-se num modelo
testemunhal, relativo a websites que nos
indiquem apenas as informações essenciais
sobre a estação, sem transmissão em directo
das emissões;
Já utilizando o modelo multimediático, ocorre uma correspondência dos
operadores que exploram a Internet paralelamente
à emissão regular, assumindo a sua
presença na rede como mais um canal de difusão
que transforma a rádio num modelo de
comunicação multimédia;
Há também, um esquema telemático, que
se apresenta exclusivamente on-line, com
serviços próprios, vulgarmente designado
webradio.
Na rádio, a Internet começou por ser utilizada
essencialmente como ferramenta de
trabalho. A partir da sua produção para as
ondas hertzianas, muitas estações começaram
a disponibilizar os seus conteúdos na
Internet em websites próprios sem aumentarem
nada ao formato inicial. Posteriormente,
as estações começaram a produzir conteúdos
específicos para a Internet, e surgiram projectos
a operar exclusivamente neste novo
meio de comunicação, sendo este o estágio
que se desenvolve na atualidade.
Decorrendo em paralelo, mas num número
menor de websites, o mais recente
esquema operacional disponibiliza os seus
conteúdos exclusivamente na Internet, sem
emissão por ondas hertzianas e pode utilizar
todas as potencialidades que a Internet
oferece, na construção um produto completamente
diferente, para o qual subscrevemos
a designação utilizada de webradio.
Fonte:
http://bocc.ubi.pt/pag/cordeiro-paula-radio-internet-novas-perspectivas.pdf
domingo, 28 de outubro de 2007
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